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Eduarda Rombaldi,Arthur Bussolo

sábado, 14 de abril de 2012

SKATE, um estilo de vida


No início dos anos 60, surfistas do sul da Califórnia, buscando uma diversão nos dias de maré baixa e seca, fixaram rodinhas em pranchas de madeira e saíram pelas ruas praticando, como eles mesmos diziam, uma nova maneira de surfar.
Assim foi criado o sidewalk surf. Mas o esporte ficou famoso em todo mundo apenas na década seguinte.
Um grupo de jovens, de Dogtown, na Califórnia, definiu as bases do skate praticado hoje. Eles formaram uma equipe chamada Zephyr (que ficou conhecida como Z-Boys), que praticava o surf pela manhã e no período da tarde curtia dar um “roles” nas piscinas vazias da vizinhança. A equipe evoluiu e apresentou jeitos de andar. Essas piscinas, que alguns esvaziavam apenas para poder usar como pista, se tornaram ponto de encontro e diversão entre os skatistas e amigos.
Daí para o esporte chegar ao Brasil não demorou muito. Na década de 80 o programa “Grito da Rua”, da TV Gazeta, mostrava um pouco sobre o mundo do skate nacional. Em uma das matérias exibidas, Cris Mateus, de 14 anos, mostrava a pista de skate que pediu ao pai e foi construída na Avenida Morumbi em São Paulo. Mas por que isso é importante? Porque foi nessa pista, a Ultra, que o skate nacional se desenvolveu nos anos 90, já que os mais importantes skatistas brasileiros costumavam freqüentar o local. Oriundo deste período, um dos skatistas brasileiros mais respeitados mundo afora é Bob Burnquist, que revolucionou o skate vertical começando a praticar o Switchstance vertical, que é quando a manobra é executada com a base trocada, quer dizer, com o pé esquerdo na frente.
O Brasil é uma potência no skate com diversos skatistas campeões mundiais. Entre eles Rodrigo Menezes, Bob Burnquist, Sandro Dias “Mineiro” e Lincoln Ueda, que ajudaram a popularizar o esporte, hoje praticado por mais de 3 milhões de pessoas no país.
Confira essas e outras matérias iradas na novaRevista Cobra D’agua.


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